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A Conmebol divulgou na terça-feira que Rodrigo Souto, do Santos, foi pego no exame antidoping realizado depois da partida contra o San José, na Bolívia, no dia 19 de março, pela Taça Libertadores. A substância usada pelo jogador não havia sido revelada, mas fontes ligadas ao clube confirmaram que foram encontrados traços de cocaína na urina do volante santista. No entanto, segundo o departamento jurídico do clube, Rodrigo não fez uso da droga, e o resultado acabou dando positivo em virtude da alimentação do jogador em solo boliviano, provavelmente chá de coca, feito com folhas da planta que serve de matéria-prima para a droga.
- Conversei com o jogador, que obviamente está bastante chateado. Mas ele garante que não fez nada errado e acreditamos nele - diz Mário Mello, gerente jurídico do Santos, que vai basear a defesa do jogador principalmente no caso do ex-goleiro Zetti, flagrado no exame por ter consumido chá de coca em um jogo da seleção brasileira na Bolívia. O caso de Athyrson, que ingeriu uma substância para emagrecer sem inteção de se dopar, também será utilizado pelos defensores de Souto.
A Conmebol ainda não se pronunciou sobre o resultado, mas existe a possibilidade de o jogador ser suspenso preventivamente por 30 dias. De acordo com Mello, apenas a contraprova, que será feita no laboratírio Ladatec, usado pela CBF, poderá detectar a fonte exata da substância.
Entenda os casos
Em 1993, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, o exame antidoping do goleiro Zetti, da seleção brasileira, deu positivo para o uso de cocaína. O jogador ficou quatro dias suspenso pela Fifa, mas a CBF provou que ele não havia consumido a droga, mas sim tomado chá de coca, bebida comum na Bolívia e que não pode ser considerada substância para melhorar o desempenho em campo. Preparado à base de folhas, ao contrário da droga ilícita, o chá é usado para aliviar os efeitos da altitude.
Já o lateral-esquerdo Athirson foi pego pelo uso da substância Femproporex, a mesma apontada no exame antidoping do Dodô em 2007, quando ainda estava no Botafogo. Athirson, à época no Flamengo, foi suspenso por um mês depois de um jogo contra o Bahia, em 2000. Os advogados rubro-negros provaram que não houve má-fé do jogador, que estava tomando um remédio para emagrecer e não tinha intenção de aumentar seu desempenho físico. Ele foi absolvido. Dodô, que disputa a final da Libertadores pelo Fluminense, está com o seu caso na Fifa.

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