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Oposição de Harare propõe acordo e grupo africano pede adiamento do 2º turno
HARARE (AFP) — O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, deixou por algumas horas nesta quarta-feira a embaixada da Holanda, onde havia se refugiado, e convocou a imprensa em sua residência na capital Harare, onde se declarou disposto a um acordo político com o governo do Zimbábue antes do segundo turno presidencial de sexta-feira, mas os países da África Austral pediram um adiamento da votação.
"Proponho um acordo político negociado que permita ao país iniciar um saneamento nacional e um processo de reconstrução econômica, de ajuda humanitária e de democratização, visando ao interesse do país", explicou.
Tsvangirai, no entanto, condicionou essa negociação à libertação de todos os presos políticos.
"Não haverá nenhuma discussão sobre o futuro sem nosso secretário-geral (do Movimento para a Mudança Democrática MDC), Tendai Biti", declarou o político referindo-se ao partidário que se encontra na prisão acusado de subversão, delito passível de pena de morte.
"Todos os presos políticos devem ser libertados imediatamente, incluindo Biti e outras 2.000 pessoas", acrescentou.
Tsvangirai pediu aos países africanos que 'passem imediatamente à ação' no caso das eleições de sexta-feira, que serão realizadas sem a participação da oposição.
"Peço aos chefes de Estado africanos que discutam esta crise", afirmou Tsvangirai.
"Não pode haver esforços de mediação em tempo parcial. A hora da ação é agora. O povo deste país não pode continuar esperando", acrescentou.

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